1.5.10

O logo do Google no dia do trabalho



O Google tem uma tradição de modificar seu logotipo de acordo com datas significativas, regionais ou globais. A partir de uma observação do @ubimidia e uma sugestão da @MagdaCunha o logo neste primeiro de maio de 2010 me chamou a atenção e gostaria de comentar alguns aspectos do design.

Em primeiro lugar, observo que o logo está circunscrito em uma textura de papel levemente amarelado. Esta textura sugere um papel de gramatura mais densa, sinal de uma impressão antiga. Lembra também processos de gravura, identificados nas artes gráficas como os principais processos de impressão anteriores ao estabelecimento de formas de produção em massa a partir do século XIX. O caráter de reprodução digital desta textura no logo não nos deixa esquecer que estamos vendo, enfim, um simulacro do papel e da gravura antiga. É com esta marca, de uma alusão marcada pela nostalgia e também pela releitura de um período de arte, cultura, política e economia, que vamos olhar para o conteúdo.

Os trabalhadores e suas máquinas no logo estão impressos apenas em duas cores. Fora o tom do papel, fosse isto uma gravura seria resolvida com uma passada de tinta preta e uma de tinta azul. Há pequenas imperfeições nas bordas e variações na densidade do azul, o que aumenta a sensação de realismo. Gravuras continuam a ser consideradas obras de arte quando são realizadas por artistas plásticos ou quando reproduzem obras deles. Gráficas como a Mourlot fazem bons negócios a partir de reproduções autorizadas.

O azul, o preto e o branco têm uma conotação local no Rio Grande do Sul que não vem ao caso agora. Aqui estas cores têm mais significado como índices de regularidade, constância e precisão. O vermelho, normalmente identificado com emoções de raiva ou sensualidade, é intrinsecamente humano a partir da cor do sangue que todos compartilhamos. Organizações como a Cruz Vermelha ou a Crescente Vermelha usam estas cores justamente por isto. Um bom livro comentando sobre cores é o de Ambrose & Harris pela Bookman.

A sugestão das cores é confirmada pelos desenhos. Vemos ali uma fantasia industrial que nos parece vinda direto de um passado neste momento cada vez mais pós-industrial digitalizado da economia. Não há ali máquinas de produção de conhecimento ou difusão de dados, mas sim aquelas que são diretamente vinculadas à ação física ou à produção de algo material. O modelo de uma siderúrgica ou indústria pesada é sugerido pelos rebites que prendem as chapas que formam as letras do Google. A presença do relógio e do apito nos lembram da necessidade da regulamentação do tempo nas relações entre patrão e empregados. O que toca a memória de quem estuda cinema.

Um dos primeiros filmes do nascente meio foi a "Saída dos Operários da Fábrica Lumière" de 1895 que mostra exatamente o que promete:


Há um parentesco entre os empregados da firma de material fotográfico dos Lumière e o boneco do centro da figura. Ao som do apito ele se prepara para deixar o trabalho com sua marmita. Mas tem em suas mãos uma ferramenta. A ideia do homem que opera com máquinas e ferramentas é fundamental ao pensamento ocidental, como afirma Heidegger. O que as ferramentas mostradas aqui sugerem, me evoca, é uma alusão a duas outras cenas do cinema. Uma do filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin e a outra é do filme Metropolis de Fritz Lang. As duas estão abaixo:


Na primeira Chaplin subverte a mecanicidade da fábrica com a capacidade cômica de que era mestre.


Na segunda, Lang nos sugere que a estrutura de produção industrial é algo que sacrifica os trabalhadores e exige deles o máximo. As críticas ao capitalismo industrial fomentaram a elaboração de princípios ideológicos à esquerda, como o socialismo e o comunismo. Também destas fontes o logo do Google deste primeiro de maio foi buscar uma inspiração estética:



No pôster soviético de 1926 promovendo o censo vemos linhas compatíveis com o que está no logo de hoje. A ênfase no vermelho tem um caráter ideológico aqui e também cultural. De qualquer maneira há um alinhamento entre os trabalhadores e suas funções. A clareza ideológica do pôster soviético (que inclui até uma alusão a Lênin em sua base) é relida como um pastiche pós-moderno no Google de hoje.

A evocação do dia do trabalhador, no entanto, não é a de uma história tranquila. O dia foi estabelecido a partir de um massacre de trabalhadores em Chicago em 1886. Os trabalhadores batalhavam por uma jornada de oito horas diárias e entraram em confronto com a polícia que disparou nos manifestantes.

A releitura no logo ameniza estes conflitos justamente por retirar um elemento de cena: a relação patrão e empregado, fulcro do conflito trabalhista conforme interpretado pelo pensamento à esquerda. Não há patrões no logo do Google, apenas caixotes em permanente manutenção. Seriam os servidores digitais que provêm os serviços da companhia? Não sabemos, e tampouco um desenho precisa de uma ancoragem direta na realidade.

A homenagem ao dia do trabalho também nos lembra que um dos criadores do Google, Sergey Brin, nasceu em Moscou durante o regime comunista e emigrou para os estados unidos. Uma parte desta jornada entre culturas politicamente opostas é mediada neste logo do primeiro de maio. Há a arte tradicional iconográfica dos conflitos entre trabalhadores e indústria, mas ela é relida pelo olhar pós-industrial contemporâneo onde não há patrões e onde, apesar do apito, cada trabalhador parece ter estabelecido seu próprio turno de trabalho. Algo que evoca o ambiente em empresas de tecnologia contemporâneas.

A descontração da América é evocada, ainda, nos dois trabalhadores à esquerda do logo. Eles conversam e comem algo no alto de uma das caixas. A alusão é clara à clássica foto de Charles Ebbets onde mesmo com o risco das alturas há uma camaradagem no trabalho entre todos.

Enfim, uma pequena peça gráfica traz em si um diálogo intenso com a cultura e seus conflitos e mediações. Agora vou tirar o resto do dia do trabalho de folga e parar de escrever. Bom feriado a todos!



1.3.10

O primeiro parágrafo

Minha tese de doutorado começa assim:

"Um gorila gigante está à solta nas ruas de Nova Iorque. Ele destrói o transporte público, ameaça pedestres e persegue donzelas. Ele arrebenta fachadas, assusta vigários e paralisa a Broadway. Ele subiu ao topo do prédio mais alto do mundo levando uma garota em sua mão. Ele foi uma marionete, um homem vestindo um figurino e uma mescla animada de dados digitais além de braços, cabeças e um corpo construídos em grande escala. Tudo o que atacou teve apenas a espessura da tela e foi feito sob o olhar desejante do público que chorou e chora a sua morte quando revê infinitas vezes o espetáculo da sua tragédia. Este é King Kong e as três versões do cinema em 1933, 1976 e 2005 pontuam a história do meio através das transformações dos efeitos visuais e são o objeto de estudo desta pesquisa."

E a partir daí vêm centenas de páginas.

6.11.09

Compacto da apresentação no X Seminário Internacional de Comunicação



Um resumo do estudo que apresentei no X seminário internacional da comunicação da PUCRS em novembro de 2009. A apresentação original tomou cerca de trinta minutos, sendo vinte para a comunicação e dez para debate. Aqui, um compacto formatado para o limite de dez minutos do Youtube.

O resumo em formato acadêmico do trabalho está abaixo:

Interpretações de tendências pós-modernas em créditos de abertura cinematográficos

Roberto Tietzmann - Doutorando - PUCRS

Os créditos de abertura de filme são um espaço onde há uma mescla de estratégias comunicacionais entre uma tradição gráfica (vinculada às artes visuais, à tipografia, à ilustração e ao design de superfície) e as especificidades do meio cinematográfico, capaz de dotar de movimento tudo o que representa. Neste contexto técnico-criativo, as sequências de crédito historicamente refletiram as tendências de comunicação gráfica e publicidade em um diálogo que respondia à temática do filme, às tendências de cada momento e as condições de produção. Neste texto buscamos fazer uma ligação entre as características da imagem em sua condição pós-moderna conforme identificada por Cauduro e Rahde (2005) em sua representação cinematográfica nos créditos das duas últimas décadas do século XX e da primeira do XXI.

23.10.09

Palestra em Pelotas, em novembro



Em novembro estarei apresentando uma palestra na semana acadêmica do curso de design da UFPEL. Agradeço ao convite da equipe da semana e nos próximos dias posto mais notícias.

14.10.09

Isso aqui é muito divertido!



Uma Nova Iorque "de brinquedo" via Google 3D Sketchup. Modelo de Koen Jespers.

7.10.09

07/10/2009 Ticiano Paludo é o paraninfo de PP da FAMECOS 2009-2


07/10/2009 Ticiano Paludo é o paraninfo de PP da FAMECOS 2009-2
Originally uploaded by rtietz.

E, na dobradinha, me convidaram para ser prof. homeageado! Muito obrigado, pessoal!

Produzindo um tutorial sobre Final Cut Pro...



...com o programa Screenflow, que é ótimo para isto!

2.10.09

Imagens de um futuro e o Rio 2016

Quem quer falar mal de toda forma de produção de imagens em movimento não precisa se esforçar muito. Basta se lembrar de algo inerente a todas as tecnologias, da fotografia ao cinema e à televisão. Todas elas compartilham algo entre si que lhes é inescapável: somente são capazes de mostrar o passado e não o futuro.

Quando nos emocionamos com um filme, é fácil abstrair que, talvez, estejamos vendo um suspiro de um simulacro de vida na tela e nada além disto. Chaplin, Hitchcock, Eisenstein, Griffith, Truffaut e tantos outros estão mortos e a tela somente lhes empresta um pouco de presente às janelas que abriram, janelas que nos apresentam um passado cada vez mais distante.

A televisão fascina por trazer algo de diferente: o ao vivo, coisa que ao cinema é inviável. Mesmo assim, é possível fazer um escrutínio deste momento ao vivo: uma transmissão analógica chega dois segundos antes do streaming pela internet que chega outros dois segundos antes do cabo digital. Outra vez, em frações de tempo menores, o presente se dissolve em minúcias. E quem assistiu o streaming do comitê olímpico internacional ficou sabendo dois segundos antes que o Rio de Janeiro seria a cidade escolhida para sediar a nova olimpíada.

O Rio continua sendo o cartão de visita do Brasil para o mundo e permanece capaz de tirar o fôlego de visitantes com sua mescla de cidade e verde que sempre me lembra a foto posada de Dom Pedro II, ambicioso em sua intenção de somar um conceito de civilização à natureza abundante do país.


A fonte da imagem é da Veja Online.

Há dezenas de outros retratos de Dom Pedro II, mas neste em especial se destaca a decoração. Porque ele está rodeado por plantas? Não deveria estar vestido de uma maneira mais sofisticada, como nos quadros que dele foram pintados? Seria um apoio de uma botânica de Petrópolis?

Na verdade a escolha da decoração nos mostra uma intenção retórica de seu tempo. O imperador está vestido como um homem de classe de uma capital européia do final do século XIX. A natureza em seu entorno está organizada para não competir em atenção com ele, mas mostra uma curiosa irreverência à pose algo empertigada do governante. As plantas se mesclam entre si da mesma maneira que a bagunça organizada tão típica do Brasil coexiste até hoje com a ambição de nos espelharmos com a ordem e progresso que importamos como nação das metrópoles globais.

Ainda assim esta imagem nos diz aquilo que o Brasil nos diz: eu sou a ordem e eu sou o caos ao mesmo tempo, o respeito e a galhofa na mesma palavra, estou na caravela de Cabral e na praia de Porto Seguro no mesmo momento. Essa eterna ambiguidade brasileira continua sendo um elemento poderoso da identidade nacional.

Ligar os pontos distantes é algo que aparece repetidamente na cultura brasileira. Encontrar um diálogo entre ricos e pobres, entre as diversas etnias e regionalismos, entre - enfim - o carnaval e a violência.

Entre estes dois acontecimentos, um sempre presente e o segundo cada vez mais frequente, se equilibra também o Rio de Janeiro. Ao lado da beleza anda o assalto à mão armada e outros tipos de brutalidades. De uma forma perturbadora, ainda que reconhecível para o Brasil, podem andar lado a lado sem se anular entre si. Obviamente, ainda que ninguém deseje a violência - nem, imagino, quem a pratica - ela parece inescapável tantas e tantas vezes na experiência urbana do dia-a-dia.

Como sanar a violência? Não sei, mas há algo que surgiu neste dia de vitória da candidatura para a olimpíada de 2016 que apontou algo de muito positivo. Para entendermos isto é preciso olhar para a história.


A fonte desta imagem de Delft está aqui.

A pacata cidadezinha de Delft na Holanda pintada por Jan Vermeer. Célebre pela precisão de sua arte, Vermeer engana o espectador ao manipular perspectiva e composição para inserir elementos narrativos dentro de obras aparentemente realistas. Esta obra, pintada em torno de 1660, talvez seja sua maior demonstração de ilusionismo.

É fácil construirmos a idéia de que Vermeer colocou seu cavalete à beira do rio e pintou o que viu. Tal idéia é tão simples e direta quanto equivocada. A cidade havia passado por um gigantesco trauma havia poucos anos, quando um paiol havia explodido destruindo boa parte das residências. Outros pintores, como Poel, retrataram a situação de uma maneira mais fiel e, digamos, proto-fotojornalística.


Fonte da imagem.

Vermeer não mostrou a cidade como ela estava. Não mostrou o passado. Pintou uma idéia de um futuro. Uma janela não para o ontem, mas para um possível amanhã. Algo que fosse capaz de superar o trauma, suturar o corte e construir dias mais felizes para a cidade. Com o tempo, os esforços de reconstrução acabaram por aproximar o imaginário da realidade novamente, praticamente fazendo desaparecer a lembrança da tragédia.

De alguma maneira, este movimento passava pela imagem. Não partia dela, mas ela o potencializava. Assim como o vídeo apresentado na manhã desta sexta-feira durante a eleição em Copenhagen.

Dirigido por Fernando Meirelles (e editado pelo camarada Lucas Gonzaga) o vídeo mostra um Rio de Janeiro que está para a realidade mais ou menos como a pintura de Vermeer estava para a Delft de seus dias: é uma visão de um futuro otimista, ancorado naquilo que o brasileiro reconhece de melhor em si.



Estas imagens são também janelas para um passado. Em algum momento modelos e atores caminharam pelo Arpoador, pelo Cristo Redentor e por Copacabana rodando as cenas. Mas vendo este filme publicitário ressoa algo mais profundo: uma esperança de que estas imagens de alegria, cordialidade e tolerância ajudem a fomentar uma realidade mais generosa e com menos medo e violência para todos os envolvidos.

Se estas imagens vão continuar a ressoar e serem significativas ou se vão desaparecer no zumbido da abundância de informação de nossos dias é impossível dizer. Mas, não sei não, me dá a impressão que ainda serão muito vistas.

1.10.09

Banda dos professores da FAMECOS! [update]

Quatro músicas captadas em HD com a Zi6: Lady Madonna e Blue Suede Shoes, seguidas por Sandina e Festa Punk.





30.9.09

Gravação da oficina de animação de logotipos



A oficina foi transmitida ao vivo e aqui está a gravação da transmissão. Bom proveito!

Nova foto da capa na Revista FAMECOS



A edição número 39 da Revista FAMECOS, editada pelo pós-graduação, traz na capa uma foto de minha autoria. A imagem foi captada em uma disciplina de produção audiovisual publicitária, quando a aluna Camila Mombach se preparava para interpretar uma cena de um comercial. A imagem original está aqui.

A foto foi feita em 2006 com meu telefone Sony Ericsson k750i, sendo aproveitada agora. O sistema de lentes Zeiss daquele telefone (que usei até pifar) é excelente o sensor gera imagens com um contraste e saturação de cor que me agrada mais do que as produzidas pelo meu Nokia N95. Mesmo assim, a abundância de recursos do N95 ganha pelo conjunto.

Esta imagem foi escolhida entre cerca de dez opções que ofereci para o comitê editorial. O rascunho da capa está abaixo. Observe-se que me enganei no ano da foto no rascunho!



Meus agradecimentos à Camila que gentilmente concordou com a publicação da imagem, ao prof. Flávio Cauduro pelo convite, à profa. Cristiane Freitas pela edição e ao doutorando Vilso Santi pelo contato com a gráfica.

A edição completa está aqui.

8.9.09

Caronacast #15: Lições práticas de perucagem no Intercom 2009



Sim! Já tratamos da perucagem em uma célebre edição anterior. Mas ficamos devendo aos espectadores: sabemos o que é, mas como fazer?

Em uma jornada investigativa por este tema relevante a todos nossos alunos e amigos, gravamos um passeio no final de uma das tardes do seminário XXXII Intercom em Curitiba. A conversa começou com Ticiano Paludo (professor da FAMECOS e da FACCAT, além de produtor musical) e Silvana Sandini (professora de RP da FAMECOS) e interceptou no caminho Edu Müller (ex-aluno da FAMECOS, artista gráfico e professor da FEEVALE), Adriana Amaral (ex-aluna FAMECOS e professora da UTP e FACINTER - PR), André Pase (jornalista e professor da FAMECOS) e mais um amplo grupo de amigos e colegas, todos comentando sobre como divulgar suas criações.

Este é o primeiro Caronacast gravado com a Kodak Zi6 em HD 720P, uma nova tecnologia que estou testando neste e em outros vídeos. A edição é feita com corte seco e facão com o Quicktime Player e um Macbook. O resultado do HD acaba sendo que vemos vários detalhes que antes passariam desapercebidos no fundo, e, para minha surpresa, o foco mínimo da câmera parece ser mais longo que meu braço! Aproveitem e sigam os links que postei no vídeo.

31.8.09

Um barato: fazer imagens de arquivo em HD com a Kodak Zi6

Uma coisa muito divertida é exercitar o olhar durante o dia-a-dia com uma câmera. Se ela oferece uma combinação de qualidade de imagem e discrição fica mais fácil de capturar imagens interessantes.

Tenho gostado muito de gravar planos com algo que me chama a atenção com a Kodak Zi6. Para o que é (uma câmera HD 720P de bolso baratinha) ela cumpre muito bem o que promete. E a alta definição funciona satisfatoriamente bem para veicular na internet ou, provavelmente, aplicações básicas de televisão. Não é páreo para as câmeras sofisticadas, mas como um excelente bloco de anotações visual é muito legal.

Pois bem, tenho gravado coisas variadas e postado as brutas com o mínimo de edição (em geral apenas sacando o som) no Internet Archive. Tomara que alguém use essas imagens com licença Creative Commons para alguma coisa legal. Meu prazer foi captá-las.

E, em breve, comprar um HD monstro para poder guardá-las.

Abaixo, umas imagens que fiz da janela do avião indo para Goiânia. Elas têm aquela qualidade meio atemporal e inconclusiva das imagens de arquivo, que são imagens onde o que aparece mesmo é a denotação da ação. Na luta por deixá-las livres de qualquer conotação (o que traria a narrativa e a necessidade de fechamento) elas têm uma divertida ação que meis se desenrola do que resolve qualquer coisa.

No archive dá para baixar em alta definição e nos demais formatos.

Entrevista para a TV UFG durante o Festival Perro Loco 2009



O festival foi muito legal e a equipe de alunos que organiza o evento atenciosa e dedicada. Aos participantes da oficina que ministrei, espero que realizem grandes filmes e chamem a todos para assistir!